[RESENHA] O DIÁRIO DE ANNE FRANK - ANNE FRANK



 Título: O Diário de Anne Frank
Autor: Anne Frank
Páginas: 350
Editora: Record
 ISBN: 9788501044457




Um dos mais famosos livros referentes a Segunda Guerra Mundial, à opressão sofrida pelos judeus, vale a pena ser lido, O Diário de Anne Frank. 




Inicialmente os escritos de Anne, nada diferem de uma menina comum em início da puberdade, repleta de relatos sobre amigos, escola, estudos, entretenimento, admiradores, família. Sua família judia nascida na Alemanha, mudaram-se para a Holanda alguns anos antes da guerra, e com o início da mesma, e a perseguição aos judeus, Otto Frank(Pai de Anne Frank) tinha arquitetado um esconderijo para seus filhos e esposa, além de uma outra família amiga, os Van Dann.





Com a chegada de uma notificação da SS à Otto, solicitando a ida de sua filha mais velha Margot(irmã de Anne) aos campos de concentração para judeus, sua mudança para o esconderijo tem de ser adiantada. A partir daí, eles começam a viver nos andares acima no prédio onde Otto trabalhava. Com sete integrantes, a família de Anne, ela, seu pai Otto, sua irmã Margot e sua mãe Edith, e a família dos Van Dann, o Sr. e a Sra. Van Dann, e seu filho Peter. Alguns meses mais tarde outro integrante se juntou ao grupo, o Sr. Dussel.





Anne viveu nesse esconderijo durante dois anos, a qual chamava-o de Anexo Secreto, os dias no Anexo não eram tão bons quanto quando podia sair e ir à escola, porém estavam vivos. Anne descreve o dia a dia de sua vida vivendo escondida, as conversas, as rotinas, as brigas e desentendimentos entre os que viviam naquele local. Além das dificuldades para se conseguir comida e outros utensílios aos quais necessitavam. Os medos que tiveram tantas vezes durante os ataques aéreos, ou quando ladrões invadiam o prédio(apenas no térreo), suas aflições imaginando serem agentes da SS ou simpatizantes nazistas que estavam ali para prendê-los.




A princípio seu diário era intencionalmente pessoal, mas ao ouvir no rádio que após a guerra seria solicitado todo tipo de cartas, documentos e diários para publicação sobre a história da guerra, Anne sonhava em ter seus escritos lidos pelo mundo inteiro, ela queria ser uma grande escritora e jornalista, era uma garota visivelmente alegre, porém triste por dentro, como era difícil para uma adolescente em meio a guerra, ao medo, entender todas as mudanças com seu corpo, sua mente.




Durante dois anos, viveram oito pessoas naquele Anexo Secreto, oito almas, oito indivíduos que mal nenhum fizeram para merecer a guerra ou o fato de viverem escondidos. Cada um com sonhos para o futuro, para depois da guerra, com esperanças de ainda poderem sobreviver a tudo o que se passava. Nesse período torna-se claro, através das palavras o quanto Anne ficou madura, mais adulta, percebendo isso no modo como escreve em seu diário no início, em 1942 para em meados de 1944.




Na guerra não só quem vai as batalhas morre ou sofre por ela, todas as pessoas estão envolvidas, de ricos a pobres, crianças a idosos, Anne era nada mais que uma simples garota, sonhava com um verdadeiro amor, com a realização de seus sonhos, com a paz e o fim da guerra. Ela não sobreviveu em Auschwitz e nem ou outros que viviam no Anexo, com exceção de seu pai Otto Frank, que após a morte da filha e o fim da guerra, realizou o sonho dela, de publicar seu livro, suas cartas, seu diário.




O Diário de Anne Frank, é uma obra que impreterivelmente deve ser lida por amantes de história de guerra, retratando um lado diferente do comum já lido sobre táticas e estratagema de batalha, mas, um lado da história que se passa a pessoas comuns.




“Quem fez isso contra nós? Quem nos separou de todo o resto? Quem nos colocou nesse sofrimento? É Deus que nos faz do jeito que somos, mas também é Deus que irá nos erguer no final. Aos olhos do mundo, estamos condenados, mas se depois de todo esse sofrimento ainda sobrarem judeus, o povo judeu servirá de exemplo. Quem sabe, talvez nossa religião ensine ao mundo e às pessoas sobre a bondade, e talvez este seja o único motivo de nosso sofrimento. Nunca poderemos ser apenas holandeses, ou ingleses, ou qualquer outra coisa, sempre seremos também judeus. E teremos de continuar sendo judeus, mas, afinal, vamos querer ser.


Ser corajosos! Vamos lembrar nossos deveres e realizá-los sem reclamar. Haverá uma saída. Deus nunca abandonou seu povo. Através das eras os judeus sofreram, mas através das eras continuaram vivendo, e os séculos de sofrimento só os tornaram mais fortes. Os fracos cairão, e os fortes sobreviverão e não serão derrotados!


Anne Mary Frank


Terça-feira, 11 de abril de 1944”

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Comentários
10 Comentários

10 comentários :

  1. Erivelton, legal relembrar esse livro que li há alguns anos atrás. É realmente um livro muito bom. Na verdade, até penso em adquirir outro num sebo uma hora dessas para reler. To seguindo, se puder tenho um blog tb, dá uma passada lá.

    http://atraentemente.blogspot.com.br/

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  2. adorei. Parabéns também pelo blog :)
    http://diarioleitorblog.blogspot.com/

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  3. Olá.
    É sempre uma tarefa difícil ler livros com a temática da Segunda Guerra e depois resenhá-los, mas você se saiu muito bem nisso, sua resenha ficou boa.
    Eu li esse livro quando era bem mais nova e estou precisando relê-lo.
    Abraços.

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    1. Concordo contigo, foi uma época difícil para as pessoas da época e para os que sobreviveram, falar sobre a segunda guerra requer no mínimo um pouco de bom senso para avaliar as situações.

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  4. Esse livro é incrível e sua resenha ficou excelente!

    http://madminds.weebly.com

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  5. Eu li esse livro na adolescência, já tive dois e todos foram emprestados e não devolvidos. Esse foi meu primeiro livro com o tema segunda guerra.
    Curti bastante a resenha. Bjs

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    1. Obrigado Marcia, é sempre bom tê-la por aqui

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  6. Esse livro é incrível, foi ele que fez eu me interessar por conhecer mais sobre essa época tão triste da história mundial. E sua resenha sobre ele ficou excelente!

    http://madminds.weebly.com

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    1. Ele atrai muitas pessoas a gostarem da temática, e isso é bom. Um pouco de história nos faz repensar nas decisões do futuro.

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